17/11/2014

O Diário de Anne Frank


Querida Kitty... Quiz começar assim hoje, porque é assim que Anne (Frank) começa cada página preciosa do seu diário. Eu poderia escrever um livro inteiro falando do quanto ler esse livro foi importante pra mim, do quanto me ajudou a compreender o incompreensível, a olhar pra tudo o que me cerca e ver o quão maravilhoso é, e muitas vezes não damos conta disso. Eu poderia encher esse texto de dados históricos, mais não é isso que vou fazer, porque assim como Anne, prefiro dar voz aos sentimentos.

Anne Frank - Acho que quase todo mundo já ouviu em algum momento o nome dela. Quando eu lia citações da Anne em outros livros ou em alguns filmes, ficava no fundo curiosa, queria saber quem ela havia sido. Sabia por alto que era judia, que tinha sofrido muito junto com a família, que se esconderam em um anexo em Amsterdã, que escreveu um diário, enfim sabia disso tudo mais não conhecia realmente Anne Frank.

Anne era uma menina incrível, as vezes voce se pega surpreso, tipo "como ela pode saber tanto com apenas 15 anos?" Uma prova de como as pessoas podem subestimar as outras, principalmente julgar a pouca idade por imaturidade. Por incrível que pareça tenho conhecido e admirado muita gente assim. Gostei da Anne por isso, e por muitas outras coisas que até passaria um ano pra contar tudo. Pra pra mim foi difícil resistir não grifar praticamente todas as folhas do livro (ainda bem que é meu!)

Voce começa a se envolver conforme ela se abre e conta a vida dela pra voce, as crises, as alegrias, as dores, as compreensões dos adultos e a paixão por escrever. Foi bem aí que eu me encontrei. Quando Anne fala do sonho de ser escritora ou jornalista, de querer ir a alguns lugares do mundo e estudar línguas e artes em París, Londres.. Eu dizia "nossa, temos muito em comum, Kitty.."

Como ela sempre começava com a saudação "Querida Kitty", então sentia que podia fazer o mesmo, como se falasse comigo, contasse pra mim, como uma amiga de verdade que eu poderia ter aqui perto ou longe, e que me mandava cartas, e eu respondia mesmo! Ás vezes no livro, as vezes em pensamentos, o importante, - acho - era interagir, e é isso que torna o livro (Diário) tão interessante. A gente sente necessidade de escrever de volta, ou que o que voce sente é importante, porque mesmo as coisas mais bobas que ela conta, se torna tão importante pra voce, de uma forma que não sei se conseguiria explicar. - Certo, talvez seja o fato de eu ter me identificado muito com ela, pela paixão pelas letras, palavras e livros. - Mais ela me inspirou! Me fez querer dar voz aos meus sonhos, a ver o quanto é preciosa a liberdade que temos hoje (se for usada pro bem), e que mesmo com todo o sofrimento ainda é possível ser capaz de amar, de acreditar na bondade do ser humano, e ser Feliz. Ela me mostrou, com tão breve vida, que talvez o que nos impeça de acreditar em nossos sonhos,seja muito pequeno, comparado a todo que ela passou.

Fico imaginando, que nunca a Kitty (Anne) pensava que seu diário seria tão lido, ficando apenas depois da Bíblia, é claro, que seria traduzido pra mais de 60 línguas, que ela acabaria sendo pra muitos (como pra mim) "Uma verdadeira fonte de conforto e ajuda, como ninguém", foi bem assim que ela começou o diário.

O fim do livro 

Foi como perder uma irmã/amiga que viveu há muitíssimo tempo antes de ter nascido, 70 anos, contei. O que é de cortar o coração, é porque a gente só pode imaginar tudo que nossa querida Anne passou, o quanto sofreu, naquela guerra, naquele abandono, naqueles campos de concentrações, na fome, frio.. isso chega a ser desumano. Me pergunto como o ser humano é capaz de ser tão cruel? Penso nas famílias separadas. Em como Edith sofreu longe do marido (Pim) e das filhas, no Pim (Otto) ao se deparar sem toda sua família, no Peter ❤ também, longe dos pais e da Ann.

Sei que lá naquele lugar horrível onde nossa Querida Kitty (Anne) foi parar, sofreu muito sem poder escrever, privada de tantas coisas, da família, de amor.. Imagino o quanto deve ter chorado e perdido as esperanças.. Mais, sabe, a vida da Ann, todo o sofrimento dela não foi em vão, sei que Deus a recompensou, e que a liberdade que ela tanto buscou, fez dela grande lá do lado D'Ele, e amada por nós aqui, nos ensinando sobre amar, sobre ser diferente, sobre como aceitar nosso semelhante, sobre como cada pessoa é única e especial pra Deus, sem distinção de religião, raça, cor, nação, nada disso importa diante do amor. O amor, amar a Deus sobre tudo e ao próximo como Ele nos ama. Isso é o que importa, é o que basta.. Pra mim..

    Obrigada, Annelisse Marie Frank!    

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