27/06/2015

Clube do Livro: Orgulho e Preconceito (Primeira leitura do Clube, Junho 2015)


“Eu teria perdoado a sua vaidade se ela não tivesse ferido a minha” Jane Austen, Orgulho e Preconceito.

O Orgulho (Lizzy Bennet) e a Vaidade (Sr. Darcy). Ou simplesmente como todo mundo já esta acostumado Orgulho e Preconceito. Logo que comecei a ler o livro, tinha uma quase opinião formada, pelas aparências e como tudo sugeria, estava quase convencida que Sr. Darcy eram as duas característica que levam o nome do livro. Visto que Lizzy não era rica, e o jeito fechado dele ser, meio que sugeria isso, que ele era O Orgulho em questão. O Preconceito (vaidade) seria também dele.  Pobre Sr. Darcy! 

Pois bem, não restava dúvidas sobre a questão, era como se a pobre da Lizzy fosse a rejeitada por tal homem Orgulhoso e que podia se envaidecer de toda sua família, já que eles não possuíam nem em sonhos, a metade da fortuna que ele tinha. Então não nos resta outra senão ficar do lado de Lizzy e odiar o Sr. Darcy também. Felizmente essa impressão ruím é invertida no decorrer do romance.  O que nos leva a ama-lo também. Á medida que Lizzy começa a conhece-lo de verdade, a ver o quando o homem que ela tanto jugou ser orgulhoso e vaidoso, poderia se mostrar tão atencioso, doce e  gentil. a gente se vê impressionada com a intensidade com que os papéis são invertidos. Quando nos damos conta de que, assim como Lizzy se deixou levar por primeiras impressões e julgamentos precipitados em relação a alguém tão diferente, nós também julgamos.

Sim, Lizzy se enganou a respeito dele! O que mais me deixou impressionada com a forma de Jane nos presentear com esse belo romance, foi perceber também o estrago que faz, julgar alguém por aparências - tanto pelo bem, como pelo mau -, sem deixar de perceber o quanto as duas características principais do livro, que em primeira impressão eram colocadas em cima do personagem do Sr. Darcy, passa a ser colocadas sobre Lizzy também.

“Mas as próprias pessoas mudam tanto que sempre há algo novo a ser observado em cada uma delas”  Jane Austen, Orgulho e Preconceito.

 De fato, que Lizzy foi sim Orgulhosa, e foi essa a característica que deixou clara seu julgamento sobre ele. Percebemos, que sim, apesar de ser uma pessoa totalmente diferente do que imaginávamos, Sr. Darcy era sim a Vaidade! E isso fica claro conforme percebemos como ele considerara não insistir em um relacionamento com Lizzy - apesar de ela despertar nele tanta afeição - pela posição social que o diferenciava dela. Ele mesmo também precipitou-se a desencorajar seu amigo  (Sr. Bingley) a não insistir em seu relacionamento com Jane (A irmã mais velha de Lizzy) por conta de interesses por parte da família delas.

Uma sucessão de mal-entendidos, foi o que fez com que tanto Lizzy e Sr. Darcy julgassem tão mal um ao outro. Parando pra refletir, depois do fim da leitura, nos damos conta do quanto fazemos isso com as pessoas. Não as conhecemos e deixamos que as primeiras impressões a respeito delas falem mais alto.  E quantas vezes na vida temos de dar o braço a torcer, por conhecer alguém melhor e ver o quanto ela te surpreender por acabar sendo melhor do que parecia ser (sem deixar de considerar que, ás vezes acontece o contrário, quando temos total ciência de que uma pessoa é alguém do bem, e no fim, quando voce a conhece melhor, ela pode certamente desapontar suas primeiras expectativas).

"Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. 
Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que 
me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente" 
Orgulho e preconceito, Jane Austen

Orgulho e Preconceito pra mim foi uma grande experiencia e um grande aprendizado. Ás vezes voce pode ser tão Orgulhoso e Vaidoso, mesmo sendo o lado inferior da história - como no caso a Lizzy, que era mais pobre, mas que se precipitou ao pensar que Sr. Darcy fosse alguém ruim, alguém de quem ela jurou odiar, mesmo sem de fato conhecer. E por último, e não menos importante, me ensinou sobre O Amor.. Lizzy e Darcy terem dado certo, nos dá uma esperança de que no fim das contas, o amor pode dar certo pra qualquer pessoa, desde que ela esteja disposta a abrir mão de tudo o que é barreira.

 Lizzy reformulou suas opiniões á respeito dele e daí surgiu um sentimento bom, que já existia ali escondido nele - mesmo que exteriormente não fosse de demonstrar isso. Demorou pouco para que ele também mudasse seus preceitos, passando a demonstrar mais aqueles sentimentos que outrora pouco os podiam perceber. Ou seja, o amor é capaz de mudar as pessoas, de torná-las melhor, desde que o sentimento seja verdadeiro e  recíproco - não vá ficar por aí sonhando que voce conseguirá mudar alguém.. Porque isso, em primeiro lugar, deve ser uma atitude dela, UMA PESSOA PODE SIM MUDAR POR AMOR, MAS ESSA MUDANÇA SÓ DEPENDE DELA. 

    Você poderá encontrar Orgulho e Preconceito em outras versões e mídias:

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