10/07/2015

Resenha: Extraordinário (R. J. PALACIO)

"Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil." Extraordinário
O livro e Auggie (primeiras impressões)  - Quando eu peguei esse livro pra ler, eu já tinha uma certa impressão de que seria mais uma daquelas pequenas leituras, rápidas, mas que têm muito a te acrescentar. Logo, no primeiro capitulo quando a gente começa conhecer a trajetória do nossa pequeno August Pullman, a gente já de cara fica toda só amores por ele. Tudo o que a gente tem pra dizer, é "Mas, meu Deus, como é que pode essas pessoas serem tão cruéis com uma criança? Quer dizer que é tudo aparências?" É, acho que aí encorporamos a Via (Olivia, irmã mais velha e Auggie) que sempre que pode sai em defesa dele, quanto aos olhares das pessoas. 


A gente se vê torcendo por ele, ficamos feliz por finalmente os pais dele concordarem em deixá-lo ir á escola (August tinha 10 anos, e até então era ensinado em casa pela mãe), mas também sofremos junto com eles, quando começam as excluí-lo, como já se esperavam. De sorte que o diretor da escola, um cara muito gente boa - e nome engraçado - encarrega alguns alunos do mesmo ano de August para ajuda-lo a conhecer a escola e fazer companhia por essa fase difícil de adaptação - e  põe difícil nisso!

É basicamente sobre essa fase de Auggie que transcorre o livro! Só que no decorrer dele, voce acaba ganhando por conhecer tão bem esse pequeno menininho Extraordinário e os amigos que ele conquistou - todos com o coração. O que de mais importante voce ganha com a leitura desse livro é sobre a aceitação. Aceitar ser quem voce é, porque pessoas é que não vão faltar pra tentar te colocar pra baixo, mas voce tem a opção de continuar de cabeça erguida, pelo menos por aqueles poucos - mas verdadeiros - amigos que ficaram do seu lado, mesmo com tantos que o jugam por causa de uma aparência física (No caso de Auggie, uma deformidade que nascera com ele). 


"Disseram que gostavam do meu cabelo, mas o mudaram. Disseram que gostavam do modo como eu me maquiava, embora tenham mudado isso também." Extraordinário (part 7, Miranda na narração)

Miranda (a personagem que mais me tocou) - não sei bem nem o porquê, mas acho que gostei da força que o personagem dela mostra - apesar de ser só um capitulo com a narrativa dela. Talvez em partes ela lembre a mim mesma, ou a uma amiga que muito conheço e amo. Pra Miranda e Via, que praticamente cresceram juntas, como irmãs, e Miranda é bastante apegada com Auggie (isso é reciproco). Só que quando elas mudam de escola, entrando pro ensino médio, as coisas aparentemente parecem mudar. Era  como se cada uma quisesse seguir seu rumo, seu caminho. Como quando voce ama  muito alguém, mas esse alguém é tão diferente de voce, ou no caso das meninas, quando essa pessoa que consumava ser sua melhor amiga, passa a ser alguém que só te faz querer ficar longe. Como se não pertencessem mais ao mesmo mundo. Independente disso, o seu amor por ela continua ali dentro de voce, intacto - como amor de mãe, pai, irmão, família - muito embora, as aparências, nessa uma fase da adolescência pareça importar mais que esse sentimento bom, de amor, de amizade verdadeira. Aquele que, mesmo não sendo demostrado, existe dentro de você. Isso não muda! O que muda são as atitudes das pessoas que amamos. 

Harry, Hermione e Ron: ficava o tempo todo achando que os personagens me lembravam eles, por se passar a maior parte em uma escola, pelo Auggie não se bem aceito no começo, lembrava o Harry, e como depois ele se tornou querido. Jackie lembrava o Rony pela amizade fiel com Auggie.. E tinha uma menina toda metida a inteligente, Charlote, que gostava de Jackie e no Halloween até se vestiu de Hermione, haha!)   


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