04/08/2015

Clube do Livro da Noelle: Madame Bovary de Gustave Flaubert (Segunda leitura, Julho de 2015)

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MADAME BOVARY DE GUSTAVE FLAUBERT

Primeiramente, gostaria de começar falando que Madame Bovary foi um dos livros que mais me causou uma confusão interna, digo, quanto aos sentimentos que mudavam a todo momento no que se diz respeito a personagem principal, Ema Bovary.. Na verdade a leitura foi bem lenta - muito lenta mesmo -, eu nunca fiquei um mês inteirinho em um só livro, como foi com esse! O que também era uma agonia, porque eu queria começar outro, mas tinha de terminar ele. E embora tenha me arrastado nessa leitura na primeira parte,  se servir de consolo, ela vai ser tornando interessante á partir o meio do livro. 

A narrativa de Flaubert, também me incomodou bastante, por ele ser detalhista demais, do tipo que cansa, sabe? O que eu odiei no Flaubert foi o fato de ter  me feito pensar que á partir de quando ele fez a história ficar interessante, ela teria um final EXTRAORDINÁRIO, daqueles dignos de uma heroína que deu a volta por cima e conseguiu vencer, sabe? Fiquei mesmo horrorizada, não vou mentir! Ele nos decepcionou bastante, mas tenho de admitir que o livro consegue mudar alguma coisa na gente.. Passamos a não querer julgar tanto Ema por ter sido ESCRAVA DOS SEUS DESEJOS, e em certo ponto eu até chegava  a ter dó dela, de ver o quanto ela fazia besteiras, mas que era também uma menina iludida á respeito do amor, esse amor que ela lia nos romances, e ela esperava encontrar isso mesmo, o que acabou sendo a grande desgraça da vida dela, porque ela não conseguia perceber que aquilo que ela desejava "O Amor" de verdade podia ser encontrado ali, junto dela, o marido que a amava acima de tudo (Carlos Bovary  meu personagem favorito do livro,uma pessoa boa, que acreditava na bondade de todas as outras pessoas, iludido, talvez! Mas sem dúvida alguma, um marido que toda mulher sonha em ter, e que, infelizmente pras que têm, como a Ema, parece não ser o suficiente). 

 Ema me faz lembrar de quando, nós meninas, estamos no inicio da adolescência e sofremos por não saber diferenciar O QUE É ESSE AMOR, que pra maioria das meninas é  aquilo que leem nos livros - ou pior, vêem nas novelas hoje em dia. É ficção! O problema nisso está em elas não saberem diferenciar a ficção da vida real. O amor da vida real é diferente..  Eu me vi muitas vezes sentindo compaixão por Ema, por causa da alusão, sabem?  Me colocava no lugar dela, apesar de ficar o tempo todo brigando com ela (na minha cabeça até parecia que ela me ouvia), tipo "OH, BICHA BESTA!" parece que a gente tá falando com aquela amiga que todo mundo tem uma vez na vida, que a gente fica olhando pras burradas que ela faz, e só pode ficar observando, porque mesmo que você fale, ela não vai te dar ouvidos mesmo! 

Emfim, apesar dessa minha história de Amor e Ódio com esse livro, de cortar corações (Flaubert, juro que se estivesse vivo, receberia uma carta minha daquelas á la Hazel Grace pro Peter Van Houten, só que ao contrário, porque eu ia ''soltar os cachorros'' nele), recomendo que leiam mesmo assim! Porque vocês sempre vão ganhar algum acréscimo, seja em conhecer melhor  a época, pelo ponto de vista histórico de  como era ser mulher e viver naquela sociedade, seja pra comparar e ver como quando as coisas mudam, sem dúvida, estão melhor agora.

"O Amor se extingue, pouco a pouco, pela ausência"
 Páginas 96 (Na edição da Editora Abril de 1979)

                    
           Algumas  das versões mais conhecidas do livro:


           TRAILER PARA O CINEMA: 

(Adaptação de 2015 estrelando Mia Wasikowska como Ema Bovary) 

Um comentário:

  1. Que pena que em alguns pontos decepciona, mas esses erros que as personagens cometem que a gente se identifica faz a gente nao conseguir largar a leitura, só pra ver se ela vai aprender um dia e não sofrer que nema gente ne haha

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br
    Tem resenha nova de "Caixa de Pássaros" no blog, vem conferir!

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