31/08/2015

Resenha: O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini (The Kite Runner)

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O CAÇADOR DE PIPAS

Khaled Hosseini entrou com tudo pro topo dos meus autores favoritos (no pódio com Meg Cabot e John Green) e fico me perguntando como demorei tanto tempo pra ler um dos romances dele. Na verdade O Caçador de Pipas era um dos livros que queria ler desde que comecei a ter o hábito de leitura, lá pelo inicio da minha adolescência, ainda no ensino fundamental, lembro que via uma amiga sempre lendo nos intervalos das aulas e eu observava que frequentemente ela lia esse livro (á la Hazel Grace com sua Uma Aflição Imperial). Então eu sempre tive a curiosidade, e só agora com mais de 20 anos consegui me determinar a encontrar esse livro, e nem era tão difícil assim de encontrar, e tenho vergonha de falar que depois que comprei, ele ficou lá guardado por mais de 1 ano na fila de espera junto com os livros que iam chegando.

O fato é que, eu sempre colocava na frente um livro que chegavam no momento e deixava ele de lado. Mas antes que você pense que ele estava sendo deixado de lado sozinho, eu preciso dizer que não é só com ele que isso acontece. Tem alguns livros que eu quero muito ler. Então eu compro, mas ás vezes eles vão ficando de lado quando na empolgação, acabo lendo os que chegam recentes.. Por exemplo, A Menina que Roubava Livros, eu não abro mão dele, assim como não abri de O Caçador.. Eu sei que ainda vou ler, mesmo que demore! Foi assim com Orgulho e Preconceito de Jane Austen também.

O QUE MAIS ME TOCOU NESSE LIVRO 

O jeito com que Khaled narra é de um jeito único! Achei ele muito intenso, do tipo que a gente chega a se sentir no lugar dele, ter a sensação de estar naquele Mundo, ou melhor, naquele outro pedacinho do mundo que a maioria de nós não conhece. Uma coisa interessante foi que, eu li o livro inteirinho pensando no Amir como o próprio Khaled, sabe? (Digam aí nos comentários se algum de vocês que leram também tiveram essa impressão)

Eu ganhei, ganhei muito com a leitura desse livro! Também é uma leitura daquelas que acrescentam muita coisa na vida da gente. E se tem uma coisa que eu valorizo em um escritor, pra que eu me torne fã e queira ler todos os seus livros, é a capacidade de trazer aprendizados pra vida da gente. Uma coisa em comum com esses 3 escritores que falei aí acima, que estão no pódio dos meus favoritos (Meg Cabot, John Green e agora Khaled Hosseini)

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"Por você, faria isso mil vezes" O Caçador de Pipas
Em alguns momentos do livro, eu me senti dividida, porque horas me identificava com Amir, quando fugia das coisas como uma certa covardia, sabe? Outras vezes eu percebi o quanto também tem uma parte de mim que é como o Hassam, que não mede esforços pra fazer a algo por uma pessoa que ama. E doeu perceber que, algumas vezes essas pessoas agem da forma como Amir agia com Hassam. Certo, que na época Amir era só uma criança, tão vítima quanto qualquer um dessa história. É interessante de ver o quanto um romance pode ser assim, te faz feliz mas também te causa dor. 

CULTURALMENTE 

Aprendi um pouquinho mais, culturalmente, sobre esse outro canto do nosso mundo. Gosto disso, aprender coisas novas nos livros que leio! Fiquei muito animada por aprender um pouquinho do idioma PERSA que Língua oficia do Irã,(o livro é cheio de expressões em persa, tipo"Inshallah" "Agha Sahib")  no caso porque é o idioma falado no Afeganistão (Cabul) que é onde se passa a infância de Amir.

SOBRE A GUERRA  

Me assustava o fato de estar lendo, ás vezes chegar a pensar que vivo  em um mundo diferente.. Não é estranho? E a gente vive debaixo do mesmo céu! Certas coisas que a gente vê que aconteciam nos tempos de Jesus, como o fato de matarem pessoas apedrejadas sendo acusadas por seus pecados. Quando lemos na Bíblia já parece tão distante e ruim, mas saber  que isso ainda é prática de alguns bárbaros que vemos no livro, é pior  ainda! Sabe o quê mais assusta? A gente se dar conta de que é  "só um livro'' mas a situação narrada é real, que isso realmente acontece até hoje! Tenho consciência que sou Cristã e que aquele povo vive outra realidade, em uma religião totalmente diferente (O Islamismo), sei que são bastante severos com suas leis, mas são pessoas! E eu queria que pudesse ser diferente para elas também.. Eu juro que se pudesse pegaria no colo toda a gente boa daquelas terras e poria em lugar seguro, para que pudessem retomar suas vidas em segurança, criar seus filhos, ser gente como todo mundo. Eles têm esse direito!  (No livro fala principalmente do terror que eles sofriam nas mãos do Talibã). 

4 comentários:

  1. Amiiiga! *--*
    Primeiramente, seu blog está sensacionalmente ma-ra-vi-lho-so! Muito lindo e acolhedor. Imagino que deve dar um trabalhinho para manter tudo tão atraente, né?! Você apenas arrasou! Amei!
    E sobre a sua resenha: concordo em número, gênero e grau! Compartilhei dessas mesmas impressões quando o tinha lido em minha casa. Mas comigo aconteceu de forma bem tendenciosa. Porque foi folheando uma revista que vi uma crítica muito boa sobre esse livro de Hosseini, o que acabou aguçando minha curiosidade e vontade de tirar a prova dos 9. :)
    Enfim, a narrativa realmente é envolvente. E a distinção entre os três te coloca em um conflito quase que existencial: - Quem está escrevendo agora? É uma autobiografia maquiada? Por quê Amir tem que ser tão egoísta? Por quê Hassan tem que ser tão fofo? Quero ele pra mim. Aaah! Vou matar Amir. Ele tá merecendo uma morte bem lenta e dolorosa!... Não, pera! HAHAHAHHA, Mas desconfio de que se trata de mais uma ferramenta para deixar o leitor refém, sabe?! E é o máximo!
    Fora que Khaled, assim como os autores do médio oriente/muçulmano, possui essa habilidade, aparentemente fácil, de transmitir o universo daqueles que vivem sob esse cotidiano de regime fundamentalista, essencialmente extremista. É um “tapa na cara” de muitos ocidentais [que são cegos convenientes], porque a vida deles é muito mais daquilo que é veiculado pelo lado de cá. Digo convenientes porque estamos tão acostumados/conformados com a nossa zona de conforto, que procurar mais sobre o que se passa ao nosso redor torna-se cansativo, quase que “desnecessário se preocupar com isso”. [Aproveitando a deixa, tenho um palpite para a sua próxima resenha: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Esse portuga escreve muuuito! E depois de tê-lo lido você não será mais a mesma.]
    Logo, ao fim e ao cabo, todos foram vítimas e responsáveis pelas escolhas que tomaram! Seja porque foram coagidos a tomarem tais decisões, seja pelo seu grau de imaturidade no momento. E é isso que Amir representa! Por uma omissão do pai dele, por ter “roubado” o direito de Amir saber que Hassan era seu irmão (SPOILER! :x ), foi o que causou a maior parte dos problemas, né? E nesse romance é possível perceber que os protagonistas não acertam sempre, e, tampouco são puramente honestos com alguém, nem consigo mesmo. Ele é o antiherói mais humano que conheci. E acredito que seja por isso que não é herói, de fato! Até porque para tanto ele precisaria ser outra coisa, e não humano. Enfim, foram aquilo que chamamos de “vítimas algozes”. [o que é bem evidente em relação ao Amir e o pai dele!]
    Sem sombras de dúvidas, o que mais me marcou foi aquela historinha que o pai de Amir conta para o filho sobre o conceito de crime: as facetas do roubo! [Essa irá substituir as histórias de conto de fadas dos meus filhos!] Além de ser irônico, porque ele acabou cometendo aquilo que ele concebia como o pior tipo de “violação moral”. Entretanto, Amir se redimiu de seu erro, reparando-o quando passou a cuidar de seu sobrinho, filho de Hassan, tomando-o como filho. O qual o faria 1000 vezes, né?! :)
    Por fim, [juro juradinho!] queria te agradecer pelo fato de ter te recomendado e por ter gostado! [Acredito que quem escreveu também sente o mesmo!] Porque no fim, é para isso que os livros são feitos: para apurar a nossa sensibilidade para com os outros. E aprender que na vida, depois daquele capítulo que terminou mal-sucedido, outro começa bem mais sugestivo para um bom final. Porque recomeços dependem sempre de uma perda, um fim. Para que o outro faça lembrar que de 999 erros, 1000 serão de oportunidades. [Isto para Hosseini! Espero que na prática seja bem mais, porque para mim a ficha demora a cair! ;)]
    P.S.: Do seu tripé de inspirações literárias, só conheço Khaled! :x Mas prometo conhecer mais deles. Tô aceitando recomendações de livros deles!
    P.S.: E precisamos nos ver! Porque a saudade é imensa! Este compromisso já é meu tópico de metas de minha vida! Saudades, amiga. ;} :*
    Thaynah Alves

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    1. Thay, minha amiga LIIIIIIIINDA <3 <3 (A ''Hazel Grace'' da minha citação, ahhahahahhaha) É uma honra te ter por aqui, minha amiga/inspiração por aguçar minha curiosidade por ESSE LIVRO MARAVILHOSO, que se tornou, agora, um dos mais precisos que tenho na minha estante *-*

      Néee! Khaled tem esse jeito ÚNICO que conquista já pela carga de verdade que ele trás pra quem tá lendo.. Eu senti isso, mas vou tirar minhas conclusões quando ler outro livro dele..

      E tenho que admitir que merecemos, amiga, todos nós! Esse ''TAPA NA CARA'' :( É necessário.. ME peguei perguntando a mim mesma, ''POXA, PORQUE QUE A GENTE LIGA PRA TANTA COISA QUE NÃO MERECE NOSSA ATENÇÃO, TANTA COISA TRIVIAL, QUANDO HÁ GENTE NO MUNDO QUE PRECISA DE TANTO? PORQUE NÃO OLHAMOS MAIS PRA ESSAS REALIDADES?

      Tá certo, que mesmo que quiséssemos, ás vezes não daria pra eu me tacar daqui pro Afeganistão e de repente começar a trabalhar como voluntária, pra ajudar aquele gente sofrida..
      Mas, penso que uma boa maneira de começar, é fazendo algo pelas realidades triste que existem por perto de nós. É na face daqueles que passam despercebidos aos nossos olhos que está o que é de VERDADE, o sofrimento, e é por eles que devemos nos compadecer!!

      E eu espero, de coração, amiga, poder fazer o que posso, aqui onde estou! E acho que todas as pessoas deveriam se preocupar mais com isso, sabe? Se cada um fizesse um pouquinho, já seria GRANDE COISA <3

      OBRIGADA pela super DICA de livro (O Ensaio sobre a cegueira) Já até ouvi falar dele, mas agora que é uma dica sua, vou marcar aqui na minha listinha!

      TVE UMA COISA QUE ME MARCOU MUITO AO LER ESSE LIVRO, foi as IRÔNIAS, sabe, Thayy? O fato de as coisas darem errado pra depois darem certo.. Ou o destino brincando de dar lições de vida pra aquelas pessoas, PRO AMIR principalmente! Sempre fugindo de tomar a atitude certa, uma covardia que ás vezes entendemos, outras morremos de raiva :x :x

      A parte em que a vida oferece a AMIR uma segunda chance, um jeito de ''SER BOM NOVAMENTE'' como disse o amigo do baba, numa carta! Ele ter ido atrás de Sohrab e enfrentado tudo aquilo, foi uma coisa que, pra mim, foi restaurador ver O AMIR dando essa volta por cima, lutando com ''unhas e dentes'' pra defender ALGUÉM IMPORTANTE PRA VIDA DELE, talvez pela primeira vez na vida, fazendo a coisa certa, sendo justo. ISSO FES DELE PRA MIM, UM HERÓI, THAY! Apesar dos defeitos que é digno de todo ser humano. Admirei a personalidade do homem que AMIR se tornou.. Principalmente pelo tempo ter feito dele uma pessoa melhor. Um homem que corre atrás do que quer, que não desiste fácil.. Que enfrenta barras e continua de pé!

      Eu, em certa altura do livro, tive invejinha da Soraya Jan (como ele chamava) por ser a esposa de um homem como Amir Agha! <3 <3 A relação que os dois tinham, UM AMOR/AMIZADE/CUMPLICIDADE/COMPANHEIRISMO (penso que Khaled e a esposa devem ter uma relação parecida, o fato de ele narrar isso tão bem, me deixa a pensar que ele sabe disso, porque Deus deu a Graça de viver isso..) Peço a Deus a Graça de encontrar alguém assim! Alguém que tenha falhas como todo mundo tem, mas que também seja um homem bom, um homem que valorize a família como um bem precioso, um homem pelo qual MEUS FILHOS vão ter a honra de chamar de PAI :') Ownt!

      p.s ESPERO MESMO QUE VENHA POR AQUI LOGO, Saudadesssssss Imensas!
      Super Beijos, e OBRIGADA DE CORAÇÃO, pelo tempinho que voce dedicou pra vir aqui compartilhar um pouco comigo sobre o livro, AMO VOCE!

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  2. O caçador de pipas é um livro lindo, fiquei completamente envolvida com a trajetória do Amir e do Hassan, é uma história que nos ensina muito, com certeza! Deu até vontade de reler ;) Beijos!

    http://colorindonuvens.com

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    1. Dai, COM TODA CERTEZA DO MUNDO é um livro pra ler e re-ler, né? <3
      É incrível, ao mesmo tempo uma lição pra muita gente.

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