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Sabe quando uma vez na vida você fica ali torcendo para que você é aquela pessoa especial realmente deem certo? Quando.. mais uma vez você se vê na companhia de alguém agradável, que por um tempo te faz sentir especial, te faz sentir como se realmente dessa vez tinha tudo pra dar certo. Porque afinal, os dois estavam livres, sozinhos, necessitando de alguém do lado. Você tinham coisas em comum, e com o passar dos dias o carinho entre os dois começara a crescer significativamente. Mais uma vez, eu pensei “porque não? Pode dar certo, né?” “Eu quero, sim tentar novamente.. E porque não com ele?” “Ele é fofo, carinhoso, educado, de boa família.. É amigo dos meus amigos.. Me trata sério.. Digo, há algum tempo eu queria alguém assim, alguém que em primeiro lugar olhasse meus sentimentos e meu coração, ao invés de só desejar fisicamente” Algo assim..

Então, talvez precipitadamente ele me pediu pra que tentássemos dar certo, e eu disse SIM! Foram mais ou menos 2 semanas, entre a alegria de finalmente (ou novamente) ter alguém que eu podia chamar de meu “meu namorado” a alegria de ele ter estado comigo no meu dia especial (meu aniversário) fez a intensidade daquele momento ser ainda maior. Daí a uma semana eu estaria na casa da minha mãe e família pra passar o dia das mães.. E contar a mais nova notícia.. (E, claro mostrar pra todo mundo nossas fotinhas juntos)

Não foi expectativa minhas sozinha. Sei que ele também compartilhou com todas as pessoa mais especiais pra ele tão logo me pediu em namoro, contou sim pras pessoas importantes que deveriam saber. E eu, que nunca fui de falar as notícias assim pra todo mundo tão depressa.. Me vi na empolgação dele é de nossos amigos, apostando todas as fichas que não daria errado.. Que ia ser diferente dessa vez.. Que tinha o que temer.. Certo? Errado.


Na nossa segunda semana.. Um dia dissemos bom dia, e então eu saí, arrumei coisas e coisas esperando que a tarde ele viesse me ver.. Já tinha prometido, mas como eu estivesse com o pé atrás pelas tantas vezes que ele planejava vir me ver, e não dava.. Arrumei as coisas de casa, mas com o pensamento “ele pode não vir, não se decepcione!” Esqueci o celular por algumas horas, quando olhei tinham mensagens e ligações não vistas onde diziam que tinha algo sério pra conversar.. Aí o coração já fica apertadinho, mas nem imaginava que nesse dia, nosso tão teve “namoro” chegaria ao fim..

Depois que eu respondi, ele pergunta se poderia me ligar, eu disse que sim, claro.. Não fazia ideia de que fosse, imaginava que era apenas mais uma das vezes que ele cancelaria a visitinha.. Não pensei que fosse pedir um “tempo” assim tão cedo. Quando ele ligou, ele primeiro falou dos problemas que tivera com o carro, e que não viria mais.. Eu disse “tudo bem, eu entendo.. mas pensei que fosse outra coisa mais séria” foi quando ele hesitou e falou que sim, também tinha algo sério pra falar.

Daí colocou em panos limpos oque estava se passando, desde a dificuldade de vir me ver, até as inseguranças a respeito de estar parado na vida, não estudar, não trabalhar.. depender de tudo dos pais, tudo isso fez que ele refletisse que seria melhor pra nós dois dar um tempo, ele queria ver se ajeita as coisas na vida dele.. Ele fala pra mim que ele pensa em mim e em como eu sou diferente, por já estar um pouco a frente na vida (em relação a estudos e trabalhos) E então me fala que esperaria por mim, mas que me deixaria livre pra que eu possa conhecer alguém, ele entenderia, alguém melhor que ele, ele disse.

Eu estava meio nervosa, mas entendia tudo o que ele queria dizer, eu tentei argumentar, que ele estava se apressando nas coisas, e não era assim, que se ele soubesse esperar ele veria que tudo se aceitaria rapidinho.. Eu na verdade talvez quisesse convencer a ele a buscar melhorar as coisas na vida, mas continuar do meu lado, seja como fosse. Mas ele estava decidido, e eu percebi que ele também estava nervoso com isso, então eu meio que triste, mas sem transparecer isso, disse que tudo bem.. Nós nos despedimos na ligação.. E ele promete continuar falando comigo por mensagem.. E não se afastar. Se isso aconteceu? Não.

Na semana que se seguiu, o restante da mesma, foi uma tortura, eu não sabia se quer como iria explicar aos nossos amigos que tudo acabou assim tão rápido.. Não queria me abrir com as meninas pra não passar vergonha ou chorar quanto falava disso. Então essa semana, eu nao contei a verdade a ninguém, e quando me perguntavam por ele eu dizia que estava bem.. (Mentira, nao estava!) A verdade é que me machucava o silêncio, os Bom Dias que não recebi mais.. A forma como fui deixada de lado como se não importasse mais.. Quando ele prometeu que seríamos amigos.

Eu falei algo pra nossa amiga em comum, mas não contei a verdade . Só contei da distância dele.. E como estávamos conversando menos (Mas na verdade, ele não trocou nenhuma palavra comigo desde aquele dia, e nas 2 únicas vezes fora porque eu o chamará) Falei pra ela uma meia verdade, talvez uma forma de preparar pra quando eu falasse a verdade sobre o “tempo” (término).

Numa sexta-feira, ele veio pra casa do namorado da nossa amiga, ele não me falou nada, mas eu estava na casa dela quando ele veio.. Tudo muito constrangedor, pra mim é pra ele, visto que os outros ainda imaginavam que estávamos “juntos” tentei agir naturalmente.. Ele também não tinha contado pra ninguém.. Tocou violão.. houveram indiretas dele, indiretas minhas. Fui pra aula a noite pra não ficar muito tempo perto dele.. Mas não tinha como fugir porque as amigas e os amigos nos uniam mesmo que no fundo quiséssemos ficar distantes. Mais de meia noite lá estávamos nós andando pelas ruas, com o pessoal, atrás de um lanche aberto na praça perto de casa. A essa altura já tinha ultrapassado a barreira dele, e abracei ele algumas vezes, ele segurava minha mão. E tentava fazer aparecer natural, ou que tudo estava bem pros outros. No fim da noite nos despedimos, mas com um cumprimento de amigos. Ninguém pareceu estranhar, já que por sermos tímidos, não nos beijamos nunca na frente de ninguém..

No dia seguinte, mais silêncio.. Então eu percebi que a noite anterior não mudaria nada no que ele já havia decidido. Que ele apenas ainda ficava sem jeito por ser obrigado a estar perto de mim. E porque era covarde demais pra contar a verdade pros amigos, preferindo assim fingir, ou deixar que eu dissesse, resolvesse. Aquilo me incomodou muito, e eu comecei a ficar com raiva, mais do que um coração machucado pelas expectativas, eu precisava resolver aquilo. Eu precisava falar pra ele tudo que estava pensando.. E precisava ser justa e sincera e contar a verdade pros nossos amigos. E foi o que fiz!

Eu aceitei, aceitei que num começo de relacionamento, se as coisas foram assim é porque não daria mesmo certo, não iríamos muito longe. Eu percebi que ele seria o tipo de pessoa, namorado, que sempre teria outras desculpas, coisas pra fazer que não cabiam a mim junto. Eu percebi que teria que ser a corajosa dos dois. Que ele sempre vai deixar as coisas nas mãos dos outros, eu ia viver assim.. Eu aceitei, e percebi que foi melhor assim.. Mas eu também percebi o quando posso me apegar a um sentimento tão rápido, mesmo sendo tão raso e vazio. E que talvez estar sozinha e não se sentir amada de verdade por um homem que leve a sério tenha sido (e seja) minha maior fraqueza.. um sonho, uma ilusão.

Não sei se verdadeiramente esse homem que sonho virá, não sei se ele já está por perto e eu não percebo.. E assim permito que outros cheguem, entrem e façam bagunça aqui dentro. Eu realmente gostaria de saber. Mas se tem uma coisa que esse pequenino tempo de relacionamento me ensinou, é que aqueles meninos que esperamos que sejam diferentes, “príncipes” por ser tão parecido com você, você espera que seja diferente com eles, mas a verdade é que são humanos como os outros, e eles SIM, também errarão com você, te magoarão, até mesmo sem ter a intenção. A grande verdade, e o aprendizado que fica é que independente de ser ele de onde for, da igreja, da escola, do mundo, o que ele sente, se for verdadeiro permanecerá. Um dia, quando acontecer, o meu menino pode ser a pessoa mais confusa do mundo.. Ele pode não ter nem nunca pisado na igreja, mas eu sei que tentaria melhorar pra ficar do meu lado. Ficaria do meu lado, mesmo que eu o afastasse, sei que independente do tempo que fosse ele ficaria. Eu sei que ele está por aí, eu sei que chegará na hora certa (ou errada), e mesmo que não seja a hora apropriada, nós faremos com que seja.

É que eu não posso entregar o meu coração para alguém em tão pouco tempo e esperar que dure. Shakespeare diria “essas alegrias violentas, têm fins violentos (…)” E ele estava certo! Eu só queria perceber essas coisas antes, e evitar as desilusões.. Mas não fosse isso, não haveriam aprendizados, nem essas historinhas pra contar depois.


Yasmim Ramos,
(MAIO DE 2017)
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