13/11/2017

Quem é você, Alasca? (John Green)


QUEM É VOCÊ, ALASCA?

Dos livros do John Green que já li, até agora, Alasca foi com certeza o mais difícil de conseguir finalmente vir aqui escrever sobre ele, não sei porque, mas realmente essa leitura foi bem depois do começo do ano, e somente agora com a reativação do blog eu reuni a coragem pra compartilhar um pouco sobre a mensagem que ele deixou pra mim. e do quanto foi especial tê-lo lido naquele momento.

"E, de repente, algo invisível se quebrou dentro dela, 
e o que a mantinha inteira começou a se desfazer."

Alasca sempre teve uma espécie de capa da felicidade e de alegria que passava pra quem a conhecia, mas que realmente escondia algo que ela era incapaz de deixar alguém ver. Ajudar. Ela era assim. Talvez diferente dos outros livros quando mesmo que os personagens estejam passando por alguma dor dentro, voce conseguia compreender porque John Green escrevia de uma forma que voce fosse um leitor que estivesse por dentro como alguém que vivesse ao lado desse personagem. Já com Alasca, apesar de ser o centro da história, foi também esse o mistério.

Sentimos como quando vemos alguém de perto partir e não sabemos porque, de repente nos damos conta e essa pessoas que estava caminhando conosco mesmo no dia anterior, não está mais ali. É difícil a ficha cair, e como os meninos do livro que eram próximos isso, esse snetimento é sempre evidente.

Devia ser proibido que isso acontecesse nos livros, na vida, mas infelizmente é assim. E se tem algo que admiro em John Green é essa capacidade que ele tem de deixar isso tão real nos livros quanto o que vivemos na vida. Mas me sentia assim, "Como assim" "como ela pode morrer assim bem no começo do livro praticamente?" "Como assim, um acidente?" Depois começam as desconfianças e os sinais que Miles começa a perceber e tudo vai se encaixando, como um quebra-cabeças.

"Porque não podemos prolongar para sempre esse tipo de coisa. Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados."

Porque certas coisas na vida não se pode evitar, tem pessoas que são assim, infelizmente não dá pra mudar. Toda a dor, a intensidade com que vivia sempre fez dela algo diferente, algo que ninguém podia fazer igual. Ela fez a diferença na vida do meninos, mesmo em seus dias insuportáveis. E tudo que fica, a lição que esse livro trás, é que estamos todos em buscar desse Grande Talvez, desse labirinto que é a vida. Alguns tem a sorte de desde cedo viver em busca dele, desse sentido maior pra vida, outros, mesmo que tardio, acabarão encontrando um dia.

 O importante é que voce sempre se permita viver e conhecer as pessoas, mesmo que nada faça sentido, ou seja eterno. Amá-las, mesmo que por um momento, sempre fará diferença. Acredito que assim como Alasca deixou um pouquinho dela no mundo, em seus amigos, em nós leitores, também tenha sido uma parte de toda essa metáfora tão presente nos livros do John. Como alguém pra que pudêssemos nos colocar no lugar. Alguém que pudêssemos sentir falta, alguém que não imaginávamos perder.. Alguém que mesmo com um sorrido por fora, tinha muito a ser dito por dentro. 

Que nunca percamos a oportunidade de estar ao lado quando as pessoas que amamos menos parecer precisar. Que saibamos perceber no sorriso e nas loucuras de muitas pessoas, aquilo que elas gostariam de dizer, mas nunca foram capazes de dividir com alguém. É com certeza não é o livro favorito de muitos, pois pra quem o lê apenas por ler e não consegue perceber a mensagem dele, pode parecer mais um livro sem final feliz. Mas uma vez eu agradeço a oportunidade de perceber isso nesse livro e poder compartilhar dele com alguém que naquele momento também precisava dele. E agora finalmente aqui com vocês no blog. Desculpem pela "resenha" mais dramática de todas. Mas foi exatamente assim que senti, e por isso quis escrever agora.

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