25/01/2018

A Gatinha da minha janela (A kitten on my window)

A Gatinha da minha Janela (Matilda)

Outro dia, ela apareceu em casa, num condomínio na verdade. Ela não era minha, mas talvez por nota-la sozinha, resolvi ajudar. Alimentar, dar algo, ou um pouco de amor que todo ser no mundo merece ter na vida. Mesmo animais, que aos olhos de alguns, parecem não ter tanto valor quanto um ser humano. Mas te digo com toda certeza do mundo, eles têm. Têm sim! Não seria em vão Deus os ter criado antes mesmo do homem.. E se eles não tivessem valor, porque estariam aqui?

A gatinha da minha janela, ganhou um pouco de comida, é mais do que tudo, um pouco de amor. Ela podia ser de alguém, ou de ninguém, mas daquele dia em diante ela ter um pouco de mim, e eu um pouco dela. A gatinha na minha janela ganhou um nome “Matilda” “Esmeralda” (veio depois, por causa dos olhinhos cor de pedra preciosa). E a partir daquele dia ela tem voltado sempre. Seja pra receber um pouco de comida ou de carinho. Ela entrar sem cerimônia. É tão dócil que chego a duvidar que não tenha tido dono. Ela vem todos os dias a noite, e logo no dia seguinte vai embora. As vezes aparece vez ou outra de dia, mas as noites são sagradas.

A gatinha da minha janela tem incomodado muita gente nesse lugar, esse Rio de pessoas vazias de amor ao próximo ou a um ser de Deus que quer apenas um espacinho pra viver, carinho ou algo pra comer. Foi por causa dela que me envolvi em uma confusão com as pessoas desse lugar e até mesmo os donos (pois moro de aluguel). No dia que todos estavam reunidos querendo jogá-la na rua, eu cheguei na hora e logo percebi a conversa, era direcionada pra me atingir. Então eu não me calei e falei mais do que deveria. Até sobre outras coisas que haviam acontecido antes, como a morte de outros animais de estimação de outras pessoas e uma muito especial pra mim (A minha Shandya).

Sem querer, ou querendo eles mexeram na minha ferida já quase cicatrizada, mas nunca esquecida, como dizem. E eu acabei acusando e falando coisas que não devia, talvez até culpar alguém que não tinha culpa. Mas sei que foi alguém de lá sim, algumas daquelas pessoas que estavam lá na hora da briga, talvez. Por causa dela, ou por causa de mim, acabei saindo chorando. Mas não desisti. Nos dias que se seguiram tinha um clima pesado, eu pensei seriamente em mudar dali (ainda penso), mas resolvi aquietar novamente visto que algumas pessoas foram legais ao pedir desculpas e outras mudaram. Então o resumo de tudo é que a Matilda continua na sua jornada de ida e vinda, aparece mais frenquentemente, e vai quando quer. Quanto passo uns dias fora, logo que chego ela conhece e vem toda feliz por ter voltado.

Eu não sei se ela é minha, mas gosto quando ela me reconhece como dona. Quando fica uns dias praticamente sem sair de lá de perto de mim, enquanto ela puder ficar e eu tiver lá, vou acolhê-la. E já pensei em leva-la comigo, talvez eu faça isso caso eu mude de lá. Mas tenho medo que ela fuja por não conhecer o novo lugar e não volte (gatos são assim, ninguém os prende a um lugar se ele não quer ficar!) Talvez nisso eu seja um pouco parecida, embora dessa vez esteja sempre ficando e ficando em um lugar que já rendeu tanta confusão. Talvez eu precise olhar pra esse detalhe da minha pequena amiguinha que acabei esquecendo aqui dentro de mim. Eu sei que na hora certa tudo vai se ajeitar, e que a linda gatinha da minha janela acabe decidindo ficar.

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